domingo, 27 de novembro de 2011

REMINISCÊNCIA DO GINÁSIO ANCHIETA - Porto Alegre (1908)

 REMINISCÊNCIA DO GINÁSIO ANCHIETA
ANO DE 1908
ALUNOS QUE USAVAM FARDAMENTO DE GALA

Veiculamos hoje uma fotografia do ano de 1908, com os alunos “que usavam fardamento de gala” do então Ginásio Anchieta, na cidade de Porto Alegre, publicada na Revista do Globo de 1934.

Muitos dos retratados são velhos conhecidos da história gaúcha e, principalmente, portoalegrense, com destaques em todas as áreas, como se pode ver da nominata abaixo:

1)     José Job – Despachante Aduaneiro
2)     Dr. João Ascanio de Moura Tubino – Deputado Federal
3)     Abelardo Marques – Alto funcionário do Banco do Comércio
4)     Dr. Germano Petersen Filho – Engenheiro Civil e Secretário de Gabinete do Prefeito da Capital
5)     Aristeu Leitão – Dentista
6)     Leôncio Maia – Inspetor da Alfândega
7)     Dr. Gaspar Farias – Médico
8)     Felisberto de Azevedo – Sacerdote
9)     Pedro Chaves de Figueiredo – Médico
10) Mário Morais – Funcionário Estadual
11) Dr. João Lisboa de Azevedo – Médico
12) Dr. Gastão Reis de Oliveira – Médico
13) Mário Job – Comerciante
14) Dr. Hildo Meneghetti – Engenheiro Civil
15) Dr. Raul Moreira – Médico
16) Dr. Antônio Recco – Médico
17) Dr. Eduardo Sarmeno Leite – Médico
18) Dr. Carlos Cine – Médico
19) Dr. Armin Niemayer – Médico
20) Dr. Frederico Linck Filho – do Comércio
21) Dr. Labieno Só Jobim – Engenheiro
22) Dr. Armando Dias de Azevedo – Advogado
23) Dr. Adolfo Mariante – Engenheiro
24) Dr. Gaspar Rogério Sarmento Leite – Médico
25) Dr. Camilo Martins Costa – Advogado
26) Dr. Carlos Bento – Médico
27) Vicente Modena – Médico
28) Antônio Martins Vinhas (falecido)
29) Alfredo Corrêa Daudt – Engenheiro
30) Sílvio Rangel Pinto – Funcionário do Tesouro do Estado
Ao centro – Padre Henrique Lanz – Diretor do Ginásio naquela época. 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os Jornais: há 100 anos ...


"Os Mathusalens de Porto Alegre
Macróbios que atingem a um centenário de vida"

Hoje veiculamos três fragmentos de reportagens publicadas no Jornal A Federação, do ano de 1917 (do Arquivo Histórico Moysés Vellinho), sobre os "Mathusalens de Porto Alegre" Macróbios que atingem a um centenário de vida":

Manoel Bordini – natural deste Estado, reside há longos anos com a família Bordini que o trata com especial carinho, tendo atualmente 105 anos de idade. (A Federação, 31/8/1917)



Benedicta Rita Bastos – Esta longeva mulher africana, que veio para o Brasil criança, já no recenseamento de 1912 figurava com 102 anos de idade. Tem hoje, 111 anos e reside à Rua Visconde do Rio Branco, nº 22. (A Federação, 1/9/1917)


 João de Oliveira e Siva – Já atingiu 105 anos, figurando no recenseamento de 1912 com 100 anos de idade. Reside num dos quartos de edifício que outrora serviu de matadouro, na Praia de Belas. (A Federação, 15/9/1917)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Os Jornais: há 100 anos ...

"Os Mathusalens de Porto Alegre
Macróbios que atingem a um centenário de vida"

Hoje veiculamos a reportagem publicada no Jornal A Federação, de 29 de agosto de 1917 (do Arquivo Histórico Moysés Vellinho), sobre os "Mathusalens de Porto Alegre".

A Federação, em seu noticiário da edição de sábado, registrou o falecimento, com a avançada idade de 110 anos, a 17 do corrente (17 de agosto de 1917), na vizinha povoação de Pedras Brancas, de D. Anna Lucinda de Castro, mais conhecida pelo nome de Anninha Maciel.
A extinta era a pessoa mais idosa de Pedras Brancas.
Na mesma data sucumbiu, naquele distrito desta Capital, contando 84 anos de idade, o Sargento veterano do Paraguai, Manuel José Pereira.
Tem se convencionado chamar o terceiro período da vida ou a Grand Age, como dizem os franceses, o tempo de existência humana que começa a decorrer de 90 anos em diante e abrange a todos os indivíduos que se aproximam de um centenário ou o ultrapassam.
É na grande idade que se observa amiudadas vezes a verdadeira “morte natural pela velhice” de que se fala tanto, mas que tão raramente se observa. É como a morte doce de um passarinho, da qual fala Boy-Teissier escrevendo: “a morte natural por velhice é doce, calma e serena”. É uma espécie de esgotamento até o último fio. A vida escoa-se até a ponta do fio sem que a tesoura de Parcas o corte. Extingue-se no derradeiro bruxuleio o coeficiente de resistência vital, consumindo-se completamente o morrão onde chameja a alma humana.
Em Porto Alegre também, como a atestar as excelências do clima e do tipo Rio-grandense, conforme notas e informes do último recenseamento feito pela municipalidade no ano passado, não são raros os casos de vidas humanas longevas e extremas.
Vamos aproveitar essas notas nesta secção e reproduzir a fotogravura de diversos velhos, alguns ainda vivos, outros recentemente falecidos, que já completaram entre nós, um centenário.
Entre esses macróbios damos hoje, em primeiro lugar, por ser o mais popular e conhecido deles, o retrato de Christóvão Pasqual Rato, que a pouco tempo deixou de existir nesta Capital.
Christóvão Pasqual Rato
Pasqual Rato não era Rio-grandense. Era filho da Itália, mas morava no Brasil há 72 anos. Foi negociante de molhados à Rua dos Andradas onde está hoje instalado o “Café América”. Morreu com quase 103 anos, pois há 12 de abril de 1916 completava justamente esta idade.
Era um cidadão honesto, trabalhador, ativo e, conforme estampa o livro sobre o último recenseamento da população deste município, feito a 1º de julho do ano passado (1916): “não há quem não o conhecesse em Porto Alegre onde era geralmente estimado e onde passou a maior parte de sua vida. Até os 102 anos andava forte e era visto todos os dias nas imediações do Gazometro dirigindo o serviço de carroças de que era proprietário. Apesar da sua avançada idade mostrava interesse pelos acontecimentos da atual guerra europeia, fazendo ler os telegramas diários e emitindo a sua opinião sobre o assunto.”
O Sr. Olympio de Azevedo Lima, que foi quem, como funcionário municipal, procedeu por ordem de nosso ilustre amigo Dr. Montaury Leitão, Intendente Municipal, ao aludido recenseamento, escreve, naquele trabalho, quanto aos macróbios de um centenário existentes nesta Capital: “procurei investigar o mais possível por me faltarem documentos justificativos que atestassem serem verdadeiras as idades de 33 pessoas que se declararam maiores de cem anos. Pelas informações colhidas julgo que de fato essas 33 pessoas tiveram a felicidade de alcançar mais de um centenário.”
Não é só em Porto Alegre que se luta com essa dificuldade para se conhecer a verdade do que alegam os pretendidos centenários. Em toda parte isso se dá.
São as fotogravuras desses seres humanos tão longevos, desses Mathusalens que sem viverem a vida sadia e simples dos campos, antes participando conosco da atividade urbana de Porto Alegre, da sofreguidão na luta pela existência num dos centros mais populosos do Estado, que passaremos aos olhas do público como uma galeria invejável de autênticos centenários.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Os Jornais: há 100 anos ...

Os Jornais: há 100 anos ...

Da galeria Typos e Figuras do jornal O Independente, de 25 de junho de 1911 [Arquivo Histórico Moysés Vellinho], colacionamos hoje a homenagem prestada às damas da sociedade de Porto Alegre:

"O Independente tem a subida satisfação de prestar hoje sua homenagem a um grupo de exmas senhoras, pertencentes à melhor sociedade de Porto Alegre, cujos nomesdispensam qualquer explicação superflua.
São elas, na primeira fila sentadas, as Exmas Sras.  D. Alice Souza, D. Izabel Freire Figueiredo, D. Maria Glória Py, D. Sophia Velloso e D. Marinha Noronha.
E, na segunda fila, dentre outras, as seguintes: D. Francisca Leite Marques, D. Julieta R. Azevedo, D. Lilda S. Souza, D. Maria Ludwig, D. Luiza Guimarães, D. Maria José Carneiro e D. Henriqueta Martins.
Essa fotografia foi tirada no ano de 1905, quando, por iniciativa do abalisado clínico Dr. Olintho de Oliveira, fundou-se nesta cidade, a benemérita Sociedade Protetora da Infância, cuja primeira diretoria ficou compsta das senhoras que figuram neste cliché."

sexta-feira, 8 de julho de 2011

V Jornada de Estudos Genealógicos

Aconteceu no sábado passado, 02 de julho, a V Jornada de Estudos Genealógicos. Com o tema Genealogia Luso-Brasileira, os palestrantes convidados foram expondo e discutindo a proposta. Apesar do dia frio e chuvoso de inverno, os debates ao final de cada comunicação aqueciam os ânimos e propiciavam acalorados debates.

Após meses de preparo, a Oficina das Origens agradece a todos que participaram, assim como aos seus parceiros: o Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre, representado pela arquivista e historiógrafa Vanessa Gomes de Campos, e o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, que contou com a presença de seu atual presidente, Dr. Miguel Frederico do Espírito Santo.

Com abordagens históricas concisas e didáticas, os primeiros anos de ocupação do território do vasto Continente de Rio Grande de São Pedro foram perscrutados e revistos, dando inúmeras informações que auxiliam na compreensão das histórias de nossos antepassados.

Prof. Fábio Kühn (UFRGS) tratou dos movimentos de colonização do território durante a primeira metade do século XVIII, abordando-os em quatro momentos: a Colônia do Sacramento, Laguna, os Campos de Viamão e a fundação de Rio Grande. A partir de interesses econômicos voltados à região do Rio da Prata, o processo histórico que se observou foi a conexão do Continente de Rio Grande com o restante da colônia portuguesa com práticas mercantis. Enfatizou o historiador que as primeiras sesmarias datam de 1732 e se localizavam nos Campos de Viamão. Esses proprietários avançariam a partir de Laguna, porém, em um primeiro momento, não se fixaram no território: tratava-se de uma “ocupação pendular”.

No decorrer do século XVIII, em suas décadas iniciais, colonistas, lagunistas, tropeiros, entre outros, destacaram-se na confluência de conjunturas que originaram as primeiras famílias sul-riograndenses.

Na busca de identidade e da individualidade, Profª Ana Sílvia Volpi Scott (UNISINOS) convidou a todos os presentes a refletirem sobre a importância das práticas de nomeação luso-brasileiras.

Ao explicar as técnicas da demografia histórica, que visam a  constituição de famílias, a historiadora proporcionou a todos um sentimento de identificação. Na constituição de famílias, o historiador vai atrás de nomes e se vale de inúmeros documentos que permitem identificar o indivíduo com precisão. Ou seja, o NOME é o ELO seguro para a recomposição de famílias e parentesco, tal qual o trabalho genealógico.

Na parte da tarde, tivemos a presença do  Prof. Paulo Cesar Possamai (UFPel) e da Profª Martha Daisson Hameister (UFPR) que abordaram, respectivamente, a Colônia do Sacramento e os “condutores de mulas” (sendo estes últimos exemplificados na célebre figura de Cristóvão Pereira de Abreu).

Em seguida, um Painel intitulado “Famílias e História” trouxe à tona dois personagens que viveram nos cenários até então discutidos e que remontam às origens de diversas famílias gaúchas: Francisco de Seixas (pelo Dr. Miguel Frederico do Espírito Santo) e Antonio Moniz (pelo Dr. Gustavo Py Gomes da Silveira). 

Para encerrar o dia com grandeza e muita intensidade, a Profª Véra Barroso (FAPA e do Centro Histórico-Cultural da Santa Casa) em sua comunicação “Portugueses continentais e insulares no povoamento inicial do RS: raízes genealógicas e identidade histórica” lembrou dois grandes nomes que valorizaram a genealogia como base históricas: Cel. Moacyr Domingues e Roselys Velloso Roderjan. Rememorou as máximas de ambas as figuras que situaram a genealogia em patamar merecido, além de exporem, em seus trabalhos, a importância de grupos esquecidos para a construção social.

A obra do Cel. Moacyr Domingues, tão cara a todos os pesquisadores, será novamente colocada à disposição do público pelo Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul. As 40.000 “Fichas Genealógicas” estão sendo digitalizadas e, mediante modesta contribuição, o pesquisador poderá adquirir as imagens que solicitar.

Com a manifestação da ilustre historiadora Véra Barroso, convidamos a todos para a VI Jornada de Estudos Genealógicos que terá como tema: Genealogia Açoriana.

A Oficina das Origens, Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre e Instituto Histórico e Geográfico do RS agradecem a todos e esperamos que no próximo ano possamos contar com vossa presença para o engrandecimento de nossas memórias e história.

Adesivo Logos

domingo, 19 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os Jornais: há 100 anos ...

Da galeria Typos e Figuras do jornal O Independente, de 24 de agosto de 1911 [Arquivo Histórico Moysés Vellinho], colacionamos hoje a homenagem prestada a Octacílio Barbedo.

“Octacilio Barbedo
Mais um cidadão distinto vem ilustrar hoje, esta secção, criada para homenagear os vultos mais em destaque da sociedade culta.
É para sempre com íntimo e intenso prazer que o fazemos, convencidos também de que fazendo-o, merecemos os aplausos dessa sociedade.
Prestamos homenagem hoje, a mais um rio-grandense distinto que pelas suas peregrinas qualidades de caráter, coração e espírito, honra grandemente a terra que lhe serviu de berço e que se orgulha de tê-lo como filho.
Octacílio Barbedo, nome por demais conhecido em nosso meio social é esse caráter, esse espírito, esse coração de que falamos acima.
Conhecido e admirado como é entre nós, desnecessário seria que fizéssemos o seu elogio, mas pelo programa traçado e cumprido à risca, vamos dar alguns traços biográficos do digno cavalheiro, que este é o fim da nossa secção.
Traçar-lhe a biografia, longo seria e far-se-iam mister muitas colunas; desse modo, vamos apenas fazê-lo em linhas gerais.
O nosso inteligente biografado nasceu nesta Capital no dia 28 de outubro do ano de 1868, contando hoje pois, quarenta e três anos de idade.
São seus pais o Sr. Isidoro Pereira de Barbedo Filho e a Exma. Sra. D. Guilhermina da Costa Barbedo, sua consorte, ramos distintos de distintas famílias Rio-grandenses.
Desde moço, após ter deixado os estudos, onde se distinguira por uma lúcida compreensão e facilidade de aprender as coisas, dedicou-se ao funcionalismo público onde tem se mantido até a presente data.
É funcionário zeloso da “Meza de Rendas Estadoal”, exercendo com a inteligência e honradez que o caracterizam, as funções de tesoureiro, cargo esse espinhoso e de subida responsabilidade.
Quer na sua vida pública, quer na privada, é um cidadão exemplar, de uma extrema correção e pureza.
É casado com distintíssima senhora da nossa melhor sociedade, possuindo esse digno casal, alguns filhos.
Nas horas livres, quando terminados os seus deveres de funcionário, entrega-se aos seus estudos favoritos. A “História Natural” absorve-lhe todo esse tempo. A arqueologia, a botânica e a mineralogia merecem-lhe grande atenção, sendo admirado como grande conhecedor dessas partes da História Natural. A numismática interessa-o também muitíssimo, possuindo talvez a melhor coleção de moedas do Estado e uma das principais do Brasil.
O nosso homenageado é um escritor cintilante, colaborando em algumas revistas e jornais, sob a modéstia de pseudônimos.
Possuindo fina educação musical, é cronista de grande critério, sendo suas palavras, em tal matéria, muito acatadas.
Encerrando estas breves linhas deixamos nelas estampado o nosso sentimento de admiração por esse cidadão distinto, pelos seus dotes de inteligência, como de caráter e coração.”

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os Jornais: há 100 anos ...


Os Jornais: há 100 anos...

O jornal “O Independente” de junho de 1911 [Arquivo Histórico Municipal de Porto Alegre Moysés Vellinho] veiculava uma homenagem à Sra. Irene Seabra, de Quaraí/RS:

Irene Seabra

É uma existência auroral a que hoje engalana esta secção, consagrada à admiração do belo sexo de todos os municípios do Rio Grande.
Com a plenitude dos anos, no Zenith da vida afetiva, a Senhorita Irene concretiza o que de soberano, cativante, adorável se encontra na natureza feminil.
Espírito duma sagacidade intensíssima, gênio afável, trato sedutor, bondade sem jaça, alma que é um rosário de carinhos numa ambula de cristal, a nossa biografada constitui um florão, um encanto que redobra, à medida que mais se lhe devassa o ser angelical, duma pureza incorpórea, imaculada que, se pensarmos no céu, faz-nos lembrar um anjo e se, no reportarmos a terra, lembra uma sereia de bondade, de luz, de amor e carinhos...
Poucas vezes a estesia física se aliou tanto à nobreza d’alma, como em nossa retratada, onde o sentimento dá vigor à forma e o espírito movimento à graça.
É a Senhorita Irene Seabra natural Quaraí, onde reside e em cuja sociedade é objeto de constante admiração e estima.
Filha do abastado fazendeiro Sr. Germano Seabra, constitui a nossa biografada o anjo bom, a inspiração adorável de seus bondosos progenitores, que nela encontram a redenção da alegria, da vida e da felicidade.”
E nós, que sabemos venerar a santidade dum lar doméstico e acatar a simpatia duma sociedade em peso, aliamos às muitas provas de admiração que há recebido, as nossas, interpretadas nestas linhas, que são a expressão translucida e fiel de nosso sentir e de nossa lealdade."

domingo, 15 de maio de 2011

Os Jornais: há 100 anos ...


 Os Jornais: há 100 anos ...

O jornal “O Independente” [Arquivo Histórico Municipal de Porto Alegre Moysés Vellinho] estampava na capa uma coluna denominada “O Bello Sexo”, em que veiculava a fotografia e a biografia de mulheres que se destacavam na sociedade de Porto Alegre ou do interior do estado do Rio Grande do Sul.

Hoje, colocamos a fotografia e biografia da Senhorita Conceição Labourdette,  publicada em 12 de março de 1911.



Senhorita Conceição Labourdette

"O Independente presta neste número seu preito de admiração à distinta senhorita Conceição Diniz Labourdette, dileta filha do estimado cidadão Diniz Labourdette, acreditado viajante desta praça e da excelentíssima senhora D. Maria Viale Labourdette.
E fá-lo com todo o entusiasmo do que é capaz, pois sua homenageada na verdade o merece, sendo uma das personagens em destaque, no feminismo caxiense.
Jovem de ótimas virtudes morais, coração terno e bondoso, de infinitos assomos de ternura, além de bem educada e inteligente, Conceição Labourdette se impõe à estima e respeito da sociedade que a cerca e merece as muitas provas de simpatia e consideração que dela recebe.
Não tem fatuidade da sua beleza, nem orgulho do seu valor: é modesta, carinhosa para todos, a todos olhando com o mesmo movimento da inata cortesia e adorável garrulice.
Em Caxias, o seu nome é querido e festejado, sendo a sua presença em qualquer diversão um motivo de realce e de uniforme entusiasmo.
Ainda há pouco, quando esta cidade se ergueu para festejar o deus Momo, com todo ardor duma grande alegria, Conceição Labourdette foi a escolhida para rainha, tendo esta escolha em si implicado o efeito duma consagração sincera!
E foi aclamada, cortejada, em todos os dias da grande festa burlesca que, como se sabe, revestiu-se ali do máximo brilhantismo e de extremo entusiasmo.
E não é só essa a demonstração de preferência que há recebido da sociedade em que vive; outras, também expressivas, conta com reais indícios do acatamento em que é tido o seu nome.
O Independente, estampando-lhe o retrato nesta galeria, associa-se aos caxienses em sua merecida admiração pela distinta jovem, a quem envia os mais sinceros louros pelo modo gentil e vitorioso com que se houve nos magníficos festejos do carnaval de Caxias."

domingo, 1 de maio de 2011

Os Jornais: há 100 anos ...


Os Jornais: há 100 anos ...


Da “GALERIA COMERCIAL”, do Jornal O Independente, de 17 de setembro de 1911 (Arquivo Histórico Municipal Moysés Vellinho), veiculamos hoje a homenagem feita ao Dr. Sarmento Barata.

Dr. Sarmento Barata
“Entre os vultos que tem sido homenageados por esta galeria, figura, indiscutivelmente, entre os mais distintos, o cidadão cujo retrato temos o prazer de estampar hoje.
E tanto mais intenso é o nosso júbilo, quando se trata, além disso, de um homem de vasto cultivo científico, que honra sobremodo as nossas academias e, conseguintemente a nossa terra.
Conhecem-no todos sobejamente, já pelo grande renome de professor que é dos mais distintos, já pelo grande número de preparados farmacêuticos de nomeada, que tem merecidos elogios das principais celebrações médicas brasileiras.
Apenas terminado o curso de farmácia, que fez com brilhantismo, e estabelecido com a popular e conceituada “Pharmacia do Índio” para logo começou a distinguir-se pelo seu afinco ao trabalho, pelos seus estudos sérios, constantes e clarividente inteligência, que tantos e tão esplendidos produtos farmacêuticos tem produzido, alguns dos quais tem merecido a atenção do nosso mundo médico, operando curas de maravilhar.
O nosso digno biografado é um dos lentes mais em destaque e mais conceituados da Faculdade Livre de Medicina e Pharmacia desta capital, quer pela lucidez do seu espírito, quer pela sua vasta cultura científica.
Sobre possuir tantos e tão belos predicados, é um cidadão distinto, dotado de um caráter sem falhas e de um belo coração.
É casado com uma distinta filha do finado cavalheiro José Soares Júnior, há pouco falecido nesta capital.
Encerrando estas ligeiras linhas biográficas, mais uma vez declaramos o nosso prazer em termos tido ocasião de prestar a homenagem inequívoca do nosso apreço tão digno cavalheiro, que tanto honra com a sua presença a nossa sociedade.” 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os Jornais: há 100 anos ...

Os Jornais: há 100 anos...

O jornal “O Independente” de 27 de agosto de 1911 [Arquivo Histórico Municipal de Porto Alegre Moysés Vellinho] veiculava a "Galeria do Magistério", citando como homenageada a Prof.ª Alzira Vianna Gomes.  

GALERIA DO MAGISTÉRIO
ALZIRA VIANNA GOMES
"Ornamenta hoje esta Galeria uma distinta senhorita pertencente à nossa melhor sociedade e figura saliente do nosso magistério.
Falamos da Exma. Senhorita D. Alzira Vianna Gomes, por demais conhecida em nosso meio social onde goza de grande conceito e estima pelas elevadas virtudes que ornam-lhe o magnânimo coração.
Inteligente e estudiosa dedicou-se ao magistério e exerce-o, não como um meio de vida, mas como uma missão sublime, como a e levar aa luz, instruir e educar a infância.
A nossa distinta homenageada é digna filha do estimado cidadão Sr. Bazílio Antônio Gomes e da Exma. Sra. D. Josefina Rodrigues Gomes, sua virtuosíssima consorte.
Sentindo grande pendor para o magistério, matriculou-se na extinta Escola Normal e, no ano de 1903, após um curso brilhante e rápido, diplomou-se com notas distintas, deixando naquele estabelecimento de ensino, um renome de estudante aplicada e lúcida. Concluindo o curso, dedicou-se ao magistério particular.
Possuindo todos os predicados para estas funções, como atividade, carinho e cultivo, explicadora excelente e sendo como é, um belo coração, para logo se fez conceituar e estimar no seio das nossas famílias, tendo hoje elevadíssimo número de alunos, que sob sua benéfica direção espiritual, dão provas de grane adiantamento.
Isto também por outro lado, a tem recomendado grandemente, de modo eu alarga-se dia a dia a esfera da sua ação.
Além de ser uma competência profissional, possui um belo coração. Caridosa em extremo, dispende grande parte de seu ordenado em benefícios à pobreza. Vai ao tugúrio dos desvalidos, dos que não tem pão nem consolações, leva o bálsamo de sua palavra carinhosa a suavizar a dor dos que sofrem e não tem uma mão amiga que os ampare e proteja.
E assim, boa, caritativa, inteligente, afável no trato, comunicativa, a distinta professora, honra do nosso magistério, cada vez sobe mais, se é possível mais, na estima e consideração de todos.
O Independente, que aprecia-lhe os dotes e elevadas virtudes, como prova do seu grande apreço pela talentosa patrícia, presta-lhe hoje, esta singela homenagem ao seu alto espírito altruísta, à sua fina inteligência e ao seu coração adamantino."

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os Jornais: há 100 anos ...

Os jornais: há 100 anos ...


O jornal “O Independente” [Arquivo Histórico Municipal de Porto Alegre Moysés Vellinho] estampava na capa uma coluna denominada “O Bello Sexo”, em que veiculava a fotografia e a biografia de mulheres que se destacavam na sociedade de Porto Alegre ou do interior do estado do Rio Grande do Sul.
Hoje, colocamos a fotografia e biografia da Senhorita Corina Vieira,  publicada em 30 abril de 1911.
Senhorita Corina Vieira
"Esse recinto de nossas colunas engalana-se hoje com o retrato da gentil e distinta senhorita Corina Vieira, dileta filha no nosso saudoso amigo José Vieira Guimarães, e da excelentíssima senhora D. Francisca d’Oliveira Guimarães.
Jovem, com 13 anos apenas, vivendo portanto, ainda os anos ledos da infância, de que mal se despede, a nossa retratada possui já qualidades e distinções, em face das quais a admiração se sente impelida a mesuras, cheias de respeitos mil, e mil enlevos, a que a sua estimável beleza arrasta, naturalmente, como uma lei inviolável.
E Corina, no descuido adorável de sua harmoniosa adolescência, prende, cativa, impõe reverência, porque integra as condições superiores da mulher cantada pelo gênio secular do grande poeta tudesco e porque, além da beleza física, possui ainda a beleza moral, muito mais valiosa e digna de respeito.
É o carinho de sua bondosa mãe, a respeitável viúva, que nela entreve o mimo dos anos e o orgulho da existência, tão admiravelmente refletida naquela pureza de treze anos.
A par da mais terna índole, a senhorita Corina Vieira possui esmerada educação e invulgar talento, pelo que é muito estimada nesta cidade, onde conta inúmeras admirações.
Foi rainha dos “Sacca Rolhas” no carnaval deste ano e as ovações que recebeu, em ampla messe, bem denunciaram o modo afetivo com que é acolhida por nossa sociedade.
E porque é merecedora, porque faz juz à admiração dos seus patrícios, é que O Independente presta hoje à distinta jovem esta homenagem, filha da justiça, e que tende a estimular na grácil gaúcha mais e mais o sentimentos de pureza e candura de que há dado provas e que são o segredo de toda a mulher que se quer fazer admirada e venerada.
Que a distinta senhorita Corina Vieira a receba como tal, são os nossos votos, votos tanto mais expressivos quanto são ditos por quem não lhe regateia admirações, pelo modo correto e louvável com que tem sabido conduzir-se no seio da sociedade que a quer e estima."

segunda-feira, 21 de março de 2011

Habilitações Matrimonias AHCMPA

Informamos que, a partir de abril, o AHCMPA disponibilizará para consulta a Série Habilitações Matrimoniais. O acesso a essa documentação terá o seguinte procedimento:

a) enviar e-mail com o nome do casal e provável época do casamento para ahcmpa@gmail.com;

b) aguardar a resposta, via e-mail, informando a existência do processo;

c) dirigir-se ao AHCMPA para a consulta.

Atenção: será permitida a consulta de 3 (três) processos por vez a cada usuário. Após a confirmação da existência do processo, será agendada a data para a consulta.

Atenciosamente,

AHCMPA

CURSOS


Quem estiver em Buenos Aires nos dias 09 de abril e 07 de maio não pode deixar de fazer o  Curso presencial intensivo de Introducción a la Investigación Genealógica. 
O curso será sobre as ferramentas necessárias para descobrir nossas origens, conhecendo os métodos e técnicas para a investigação genealógica.

domingo, 6 de março de 2011

Os Jornais: Carnaval

Os Jornais: Carnaval


                  O Jornal Porto-alegrense “O Independente” (Arquivo Histórico Moysés Vellinho), publicou um artigo em 06 de fevereiro de 1910 com o título: "Homenagem à Momo".
 
                       Aproveitando os festejos do carnaval, a Oficina das Origens com o objetivo de preservar a memória e trazer à luz curiosas notícias do passado, depois de decorridos mais de  cem anos da primeira vez em que veiculada, transcreve aqui um trecho que remete à história do carnaval em Porto Alegre.
                         Nomes, lugares e fatos dessa época serão lembrados, além das fotografias das rainhas dos Clubes da capital gaúcha.
“Homenagem à Momo”
O Carnaval porto-alegrense, nasceu de uma bomba d’agua, que o entrudo traiçoeiro, penetrando nas trincheiras que os irmãos Masson, (Leopoldo e Luiz) haviam construído em um sobrado à rua dos Andradas, em 1870, irrigando à mangueira os transeuntes.

Um caixeiro da botica Luiz Masson, que ficava por baixo do sobrado onde se achavam os irrigadores, á cavaleiro de qualquer investida, deu entrada, por uma porta falsa, que havia na escada, a qual só ele conhecia, á uma legião de entrudeiros comandada pelo Coronel Joaquim Pedro Salgado.

O assalto foi realizado de surpresa, e a provisão d’agua existente no sobrado, serviu para inundar a casa toda, deixando os entrincheirados como pintos depois das enxurradas. A agua atravessando o soalho e forro da parte inferior, irregou as prateleiras da pharmacia Masson, estragando muitas cousas.
O caixeiro, após á capetagem, deu as de villa Diogo, para escapar à indignação do patrão.
Na quarta-feira de cinzas, o saudoso Dr. Amedeu Masson (pai) aconselhou a fundação de uma sociedade para matar o entrudo.
Nasceu então a Esmeralda, creada pelos esforços do Sr. Leopoldo Masson, que, como joalheiro, foi o seu padrinho. E logo apareceu o emulo: Os Venezianos, tendo sido o primeiro Carnaval um estraordinario sucesso. O entrudo foi cohibido e de anno em anno, foi menos jogado, até que desappareceu aquelle brinco bárbaro e brutal, que era sempre acompanhado de crimes.
Recordando este facto, passado há mais de quarenta anos, O Independente, como uma homenagem á creadora do Carnaval, em Porto Alegre, à Esmeralda, estampa em primeiro logar a biografia da actual rainha, Senhorita Alcinda Lewis, neta do scenographo que preparou os carros para a pimeira exhibição da Esmeralda, o Sr. João Manoel Barreto Lewis.
Os verdadeiros fundadores da Esmeralda, acham-se ainda na vida planetária, jà encanecidos, recordando com saudade os primeiros victores que ella conquistou em seu aparecimento em Porto Alegre.
Após essas creações, que tem persistido, com mais ou menos vigor, com menor ou maior entusiasmo, conforme o capricho e o gosto das Directorias, outras surgiram mais tarde. Hoje numerosas são as sociedades carnavalescas existentes nesta capital, disputando-se entre si, pela conquista de palmas e victores. Salientam-se sempre, entre as co-irmãs, a Esmeralda e os Venezianos, tendo estes conquistado a primazia, pelo voto popular, no carnaval passado. Estimulada, a Esmeralda, pretende reaver a sua posição este anno.
Commo meio de estímulo e prova de apreço que dedicamos a outras sociedades mais modestas, verdadeiras folhas virentes do ramo carnavalesco, no qual são flores e jóias, a Esmeralda e Venezianos, damos também, com os retratos das rainhas das primeiras, os das duas rainhas de outros clubs: a do Club Sacca Rolhas e Filhos do Inferno.

Alcinda Cabral Lewis, a gentil senhorita que a Esmeralda escolheu para reinar durante as festas do carnaval de 1910, é uma brilhante prova do quanto vale o cruzamento das raças, na produção de typos de perfeição. Neta remota de filhos da velha Albion, pelo lado paterno, pelo materno corre-lhe nas veias a mistura do sangue luso-brasileiro, resultando dessa mescla operada em quatro gerações, de que ella é a flor, o typo formoso que apresenta, impecável em seus detalhes. O desenvolvimento physico, é, então, admirável, pois não conta ainda 12 annos de idade, e já parece uma moça completa. Nasceu ella a 19 de fevereiro de 1898, na villa de Montenegro, sendo filha legitima do Sr. José Ebwank Lewis e de D. Carlota Cabral Lewis.”

Em continuidade, são citados no artigo os nomes das Rainhas e de três dos Presidentes das Sociedades Carnavalescas: Esmeralda:  Alcinda Lewis – Rainha e Dr. M. T. Barreto Vianna – Presidente; Venezianos: Amelina Chagastelles – Rainha e Tenente Coronel Affonso Massot – Presidente; Filhos do Inferno: Docelina Guedes – Rainha e Coronel Carlos Frederico de Mesquita – Presidente; Sacca Rolhas: Alba Maiato - Rainha.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os Jornais

Os Jornais


As fontes para a pesquisa histórica e genealógica são variadas. Muitas vezes o interessado prende-se nas “tradicionais” fontes de buscas, esquecendo-se daquelas diariamente produzidas: os jornais.
Desde muito tempo no Rio Grande do Sul se produziu a imprensa escrita, noticiando os principais acontecimentos da época. É certo que, apesar da ideologia muitas vezes entranhada nas notícias veiculadas nos jornais, estes retratam de certa forma o contexto da sociedade gaúcha em determinada época.
Há ainda preservados alguns exemplares do jornal Farroupilha, da década de 1830, tanto no Museu Hipólito José da Costa e no Arquivo Histórico Municipal Moysés Vellinho, além de muitas outras coleções, tais como a Federação, o Independente, o Correio do Povo etc, a partir da década de 1890.
Como curiosidade, retratamos a primeira página do jornal o Independente, de 1909 [do Arquivo Moysés Vellinho], que traz fotografias dos “Officiaes do Corpo Policial de 1866”:




Oficiais do corpo policial em 1866
1º plano: Da esquerda: 1º Tenente Gondim; 2º Capitão fiscal José Maurício de Oliveira; 3º Major João Maria de Alencastro, Comandante; 4º Dr. Porfírio Joaquim de Macedo, Médico;  5º Capitão Francisco José de Souza Filho; 6º Capitão Teodolindo Antônio da Rosa.  2º plano: 1º (?); 2º Tenente Eliseu Silvestre de Andrade; 3º Tenente Antônio Maria Trompes; 4º Alferes Rufino do Sacramento; 5º Alferes Joaquim Soares da Câmara Coimbra; 6º Alferes João Henrique de Oliveira Knorr; 7º Alferes Luiz Ennes Bandeira; 8º Tenente Francisco Dirceu Marinho de Sá e Oliveira; 9º Alferes Monteiro; 10º (?); 11º Francisco da Costa Silveira; 12º Alferes Joaquim Augusto de Miranda e Castro.